Propósito da Igreja:

Propósito da Igreja: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." Atos 2:42

sábado, 1 de julho de 2017

Filipenses 1:1-11


FILIPENSES: 1:1-11

1 Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos,
2 graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
3 Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós,
4 fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações,
5 pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora.
6 Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.
7 Aliás, é justo que eu assim pense de todos vós, porque vos trago no coração, seja nas minhas algemas, seja na defesa e confirmação do evangelho, pois todos sois participantes da graça comigo.
8 Pois minha testemunha é Deus, da saudade que tenho de todos vós, na terna misericórdia de Cristo Jesus.
9 E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção,
10 para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo,
11 cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.
 
 
Contexto:

Autoria:    Paulo           Data: 61 dc.

Proveniência:

> Paulo quando escreveu esta epístola estava em prisão domiciliar, provavelmente em Éfeso.

> Não temos certeza do local, pelo fato de que Paulo foi aprisionado em Jerusalém, em Cesaréia, em Roma e também em Éfeso.

> A Epístola menciona várias viagens entre a prisão e a cidade de Filipos.

> Roma ficava a 1.300 Km de Filipos e Éfeso ficava aproximadamente a metade dessa distância.

> Portanto, as idas e vindas, teriam ocorrido mais provavelmente entre Filipos e Éfeso.

 
Destinatários: 1:1 “ A todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos.”

> Todos os crentes da comunidade cristã de Filipos.

> A Igreja de Filipos começou entre 49 e 52, com os esforços do apostolo Paulo, na sua segunda viagem missionária. (Atos 16:12-40)

 
Mensageiro:

 > No capítulo 2:25  Vemos que Epafrodito foi o portador desta epístola.

 
Contexto Histórico:

> Filipos era uma colônia romana. Era uma cidade conhecida por abrigar soldados romanos, principalmente aposentados,

> Era uma cidade pequena, fundada pelo rei Filipe da Macedônia, pai de Alexandre  “O Grande”.

 
Contexto Geográfico:

>Filipos ficava ao norte da Grécia. Era uma cidade da macedônia, no continente europeu.

 
Contexto Político:

> Viviam sob as leis de Roma.

 

Contexto Econômico:

> Era uma cidade pobre, mas não miserável.

 

Contexto Teológico:

> Na cidade de Filipos predominava o sincretismo religioso, adoravam deuses Gregos e Romanos.

 

 
FILIPENSES     1:1-11


Tema:          AÇÃO DE GRAÇAS (Gratidão)

 

1:1 Paulo e Timóteo,

 Paulo se identifica como autor da carta e menciona Timóteo seu companheiro, ambos...   servos de Cristo Jesus,

 
A todos os santos

Aqui são identificados os destinatários da carta, todos os santos, ou seja todos os crentes em Cristo Jesus, indicando a união espiritual, mediante o Espírito Santo.

Paulo saúda toda a Igreja, inclusive Bispos e Diáconos que vivem em Filipos.

 1:2  Graça e paz

 > Esta saudação é comum em todas as cartas de Paulo.

> Todos aqueles que estão em Cristo, receberam a graça que vem da parte de Deus, por intermédio de Cristo, e por esta graça temos paz com Deus.

 
1:3 Dou graças ao meu Pai por tudo que me recordo de vós,

 > É uma expressão de gratidão a Deus, pela comunhão que essa igreja mantinha com ele.

 
1:4 Fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações,

 Fazendo sempre, mostra constância na oração.

 Com alegria, Paulo estava preso e nos ensina que podemos ter essa alegria, na confiança de que Deus nos ouve, e que através da oração situações podem ser mudadas ou melhoradas.

 Súplicas, em todas as minhas orações.

 O que é uma oração?

- A oração é um diálogo entre o homem e Deus.

- A oração é uma dádiva divina, que demonstra o desejo de Deus se relacionar com suas criaturas

- A oração semelhante aos mandamentos é uma ordenação divina. (orai, buscai, pedi, rogai, clamai).

- Pela oração podemos prestar nossa adoração a Deus, render-lhe graça, fazer confissão, súplicas, petições, intercessões.

 >Portanto...   Súplicas: São pedidos específicos dentro de uma oração.

 
> Como fundador da igreja de Filipos, Paulo se preocupava com o crescimento e maturidade espiritual de todos os membros, visto que um membro não pode se desenvolver sozinho.

> As nossas orações devem ser mútuas, em favor uns dos outros.

 

Um exemplo a ser seguido:

 > Sermos constantes em oração, fazendo súplicas uns pelos outros.

 Um desafio a se enfrentar:

 > Manter nossa vida de oração, mesmo em meio a dificuldades.

 1:5 Pela vossa cooperação  no evangelho, desde o primeiro dia até  agora. (4:10,14-19)

 > Paulo era grato por esses irmãos, por cooperarem no evangelho com ofertas em dinheiro e também trabalharem lado a lado com ele.

> A igreja de Filipos mantinha comunhão com o apostolo, mesmo estando encarcerado.

 
Ensino:

 > Pregar o evangelho é uma ordem que Deus dá a sua igreja, mas também é um privilégio.

> Este é o meio que Deus escolheu para atrair os homens para Cristo.

 

Há um exemplo a ser seguido:

 
> Contribuir no evangelho: 
     - Financeiramente (na igreja e missões)

     - Orações.

     - Testemunhando (com a vida e com a Palavra)

 
> Demonstrar Gratidão:
      - Pelo que recebemos de Deus

   - Pelo que recebemos dos irmãos (orações, comunhão...)

 1:6   Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.

 
Boa obra,  
Aqui se refere a salvação, onde Jesus Cristo pela sua morte e ressurreição, concede vida a homens mortos nos seus delitos e pecados.

 Aquele que começou boa obra.

 A salvação é uma realidade alta demais para ser obtida pelo mérito do esforço humano. Portanto é necessário a intervenção divina.

 > A salvação é uma iniciativa de Deus, para resgatar o homem, e foi planejada na eternidade.

> A obra da salvação começa no homem com a conversão, mas para isso importa nascer de novo, e essa é obra do Espírito Santo, que regenera o homem, para que este possa se arrepender e crer.

 
Deus inicia a obra de salvação no homem, e... 
Há de completa-la.

 > Deus é o iniciador e o aperfeiçoador. A salvação começa no homem, com a conversão, se estende pelo poder aperfeiçoador da santificação, terminando com a glorificação, que é participação da perfeita natureza moral e metafisica de Jesus Cristo.

 Até ao Dia de Cristo Jesus.

O “Dia de Cristo” ou o “Dia do Senhor” Indica um extenso período de tempo, que começa com o arrebatamento da igreja, e termina com novos céus e nova terra.

> A igreja teve seu início no dia de “Pentecostes” e terá seu fim no arrebatamento

> O arrebatamento marca o fim do período da graça (Período da igreja)

> Paulo esperava que ocorresse durante seu período de vida.

> Nós estamos vivendo no período da igreja ou seja o período da graça, e o próximo evento que aguardamos cumprimento é o arrebatamento.

 1:7 Aliás, é justo que eu assim pense de todos vós,

 > Paulo estava se referindo ao versículo anterior: 1:6 “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completa-la até ao dia de Cristo Jesus.”

 
É justo que eu pense de todos vós...

 
Porque vos trago no coração, 

 
O que significa?

>Na “Alma” reside todas as nossas emoções, e quando queremos expressar nossos afetos usamos “Coração”.

> Isso reflete o amor de Paulo por eles


Porque:

> Laços de amor devem caracterizar a todos os irmãos na fé.

> Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. (Aquele que não ama permanece morto).

 
Doutrina:  Amor

> É um atributo de Deus.

> É um dos aspectos do fruto do Espírito.(Gl 5:22)

 
Como isso funciona:

> A comunhão com Cristo e com os irmãos, nessa esfera, o amor nasce, é nutrido e prospera.

 
Seja nas minhas algemas, seja na defesa e confirmação do evangelho,

 Seja nas minhas algemas, Paulo era prisioneiro e estava em prisão domiciliar, por isso era necessário que lhe fossem enviados donativos.

> Os Filipenses compartilhavam das lutas do apostolo Paulo em seu ministério, seja nas suas algemas, seja em sua defesa, acompanhando Paulo nessas adversidades e compartilhando delas, eles estavam em si mesmos, confirmando o evangelho.

 
pois todos sois participantes da graça comigo.

 
O que é graça:

 > Aqui está em foco o favor salvador de Deus, que leva o homem aos pés de Cristo.

 Quem são os participantes:

 > Todos os crentes filipenses eram participantes da mesma graça, contida no evangelho, pois sempre demonstravam seu amor a ele.

 O que isso significa:

 > Desfrutavam, da comunhão na graça, que o evangelho propicia aos homens.

> Essa graça os impelia a cooperar com ele, na defesa e propagação do evangelho.

 
1:8 Pois minha testemunha é Deus,

 > Para tornar a declaração mais enfática, Paulo faz uma espécie de juramento, que era uma prática comum entre os Judeus.  (1 Samuel 12:5 “E ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós outros...”)

 
Deus é minha testemunha... Da saudade que tenho de todos vós, na terna misericórdia de Cristo Jesus.

 > Paulo sentia grande afeto pelos crente Filipenses, sentia falta deles, ansiava fortemente estar com eles.

 na terna misericórdia de Cristo Jesus... Que significa literalmente os órgão vitais,  como coração, fígado, pulmões, entranhas, e que os antigos consideravam a sede das emoções, é mais ou menos conforme usamos hoje em dia o termo “coração”.

 > O amor de Paulo por eles era cristão e espiritual, amor proveniente de Cristo.

 Como isso funciona:

 > Esse amor é reputado como produto da comum união dos crentes, na comunhão espiritual com Cristo.

 
Ensino:

 > O amor é um dos aspectos do fruto do Espírito.

 Como se aplica a nós:

 > Deveríamos ter por alvo, a mesma atitude, amar com terna compaixão, aquelas almas pelas quais Cristo demonstrou tão grande amor.

 1:9 E também, faço esta oração: Que o vosso amor aumente mais e mais

 > Aqui está em foco o princípio geral do amor, do amor de Deus, do amor de Cristo, do amor que temos como crentes, o amor mutuo, de uns pelos outros.

 Que esse amor aumente mais e mais, que esse amor seja abundante...

 Em pleno conhecimento, esse amor deve estar alicerçado sobre o conhecimento desenvolvido da verdade, com alusão mais especial ao conhecimento prático que informa o amor cristão sobre as circunstâncias corretas, dos alvos corretos e os meios corretos.

 > O conhecimento de Deus se expressa, automaticamente, no exercício do amor, pois Deus é amor.

 >Quanto mais ficamos sabendo acerca da natureza e dos propósitos de Deus, mais amamos como Ele nos ama.

 E toda a percepção, ou discernimento.

 > O Discernimento ou percepção é aquela qualidade espiritual que relaciona, que rejeita, que classifica e que aplica o que se sabe através do conhecimento.

 > Paulo dá a entender que há males que devem ser evitados, e que há virtudes a serem seguidas.

 1:10 Para aprovardes as coisas excelentes

 > Para que aproveis, que quer dizer “Submeter a teste”, “Examinar”, “Provar”, como quando se prova um metal. E isso vem através do conhecimento e discernimento.

 As coisas excelentes,

 > As coisas que se destacam por sua excelência, pelo seu valor, pela vantagem que tem para o homem.

> As coisas que fazem distinção entre o bem e o mal.

> Que fazem distinção até mesmo entre coisas boas, que se prefira o que há de mais nobre e excelente.

 
O que significa:

 > Para que nosso amor aumente e abunde em maduro conhecimento e poder de percepção, devemos estar alicerçados na verdade, a fim de podermos aplicar os testes corretos, para chegarmos as decisões corretas, naquilo que apresenta distinções morais.

 E serdes sinceros

 > Sinceros, puros, incorruptos pelos males mundanos.

> Os crentes devem ser puros, de excelente material, sem qualquer mistura da escória deste mundo.

 E inculpáveis, sem qualquer tropeço, sem ofensa, sem difamação ou digno de acusação, que não leve outros a tropeçarem, ou que que faça o próprio individuo a cair.

 Para o dia de Cristo,

 > Podemos usar a metáfora de um viajante, que atinge com sucesso o seu destino, sua meta, sem cair em face de quaisquer obstáculos existentes no caminho.

> É o fim da estrada, onde o sucesso e o descanso se encontram, é o “Dia de Cristo”. Quando Cristo voltará para os que lhe pertencem. (Começando com o arrebatamento da Igreja...)

 

1:11 Cheios do fruto de justiça

 Cheios, sendo enchidos, sendo completados, a ênfase recai sobre o enchimento continuo, a experiência do dia a dia.

 
Cheios do Fruto de Justiça

 
Justiça, neste caso é a justiça evangélica, a própria santidade de Deus, dada aos homens por meio de Jesus Cristo.

 
> Essa forma de retidão é conferida realmente ao crente, mediante o Espírito Santo, que implanta a própria natureza moral de Deus Pai em nós.

 
Fruto

 > A ideia subentende a produtividade, o resultado.

> A semente se transforma em árvore e produz o seu fruto, e o fruto contém a semente, que encerra o potencial para o desenvolvimento de outra árvore, que irá produzir frutos da mesma espécie.

> na vida cristã, o fruto é o resultado geral da justiça de Deus, implica em todas as formas de virtudes morais. Essas virtudes morais são o fruto do Espírito.

(Gálatas 5:22 “Amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.”)

 
O qual é mediante Jesus Cristo,

 > É mediante a fé em Jesus Cristo, que somos justificados (Rm 3:24-28).

> É mediante a fé nele que a justiça divina nos é outorgada (Rm 3:22).

> É em Cristo que somos aceitos diante de Deus (Ef 1:6).

> É mediante Cristo que somos transformados conforme sua imagem moral (2 Coríntios 3:18).

> O fruto de Justiça ou a vida justa, também é por Jesus Cristo.

 
Não há outra maneira de conseguir estes frutos de justiça, que são através do trabalho do Espírito Santo...

 
Para a glória e o louvor de Deus.

 > As palavras “Glória e Louvor”, aqui são usadas no mesmo sentido. Por meio da vida de seus filhos, Deus é louvado. “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto;  e assim vos torneis meus discípulos.” (João 15:8)

 > Podemos louvar, por meio de palavras dirigidas a Deus, mas também podemos louvar a Deus com nossa vida. No entanto, uma vida reta, louva ao Senhor em voz mais alta e convincente do que as palavras.

 

 APLICAÇÕES:

 > Paulo se preocupava com a igreja e orava continuamente para o crescimento e a maturidade de todos os membros,

> Visto que um membro não pode se desenvolver sozinho, aprendemos com isso que devemos ser constantes na oração, fazendo súplicas uns pelos outros.

> Precisamos manter nossa vida de oração, mesmo em meio a dificuldades.

 

 > A salvação vem de Deus. Ele é o iniciador e o aperfeiçoador. (Deus é o autor e consumador da nossa fé Hb 12:2).

> A boa obra que começou em nós, há de completa-la até ao dia de Cristo.

> Pregar o evangelho é uma ordem que Deus deu a sua Igreja, mas também é um privilégio.

 

> Nós somos salvos pela graça.

> Pela graça podemos desfrutar da comunhão com Cristo e com os irmãos.

> Pela graça somos impelidos a cooperar com os outros.

 

> Nós podemos contribuir no evangelho:

      - Financeiramente.

      - Com nossas orações.

      - Testemunhando com a Palavra e com nossa vida.

 

> Laços de amor devem, caracterizar a todos os irmão na fé.

> Amor é um atributo de Deus, e é um dos aspectos do fruto do Espírito.

> Na comunhão com Cristo e com os irmãos, nessa esfera, o amor nasce, é nutrido e prospera.

> Deveríamos ter por alvo, a mesma atitude do apostolo Paulo, amar com terna compaixão, aquelas almas pelas quais Cristo demonstrou tão grande amor.

> Para que o nosso amor aumente, em maduro conhecimento e poder de percepção, devemos estar alicerçados na verdade. Afim de podermos aplicar os testes corretos, para chegar às decisões corretas, naquilo que apresenta distinções morais.

> Pois entendemos que há virtudes a serem seguidas, mas há males a serem evitados.

 

> Na vida cristã, o fruto é o resultado geral da justiça de Deus, implica em todas as formas de virtudes morais.

> Não há outra maneira de conseguir este fruto de justiça, que é através da nossa união com Cristo, pela ação do Espírito Santo.

 

> Podemos louvar com nossas palavras dirigidas a Deus, mas também podemos louvar com nossa vida. No entanto uma vida reta louva o Senhor em voz mais alta e convincente do que as palavras.
 

domingo, 25 de junho de 2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Púlpito Fiel


CARACTERÍSTICAS DE UM PÚLPITO FIEL

 
Texto Bíblico: 1 Tessalonicenses 1.1-10

 
1 Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo, graça e paz a vós outros.

 
2 Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar,

 
3 Recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo,

 
4 Reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição,

 
5 Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós.

 
6 Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo,

 
7 De sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia.

 
8 Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma;

 
9 pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro

 
10 e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura.”

 
Resumo:

Quando falamos sobre um púlpito fiel normalmente pensamos em um boa exegese e uma pregação Cristocêntrica. Porém, preocupa-me que possamos reduzir a pregação fiel à uma mera exegese e o pregador a um perito. O pregador não é um mero perito, mas um vaso preparado por Deus. Um púlpito fiel exige sim um boa exegese, mas também a aplicação do texto na vida do pregador primeiro para depois aplicar à congregação.

 

Paulo quando escreve nos deixa ver claramente como o evangelho moldou sua vida. Uma coisa é definir o evangelho e outra é o evangelho definir a sua vida. É possível ser um ministro de uma igreja sem ser um ministro do evangelho.

 

Neste texto, podemos ver no exemplo de Paulo características de um púlpito fiel:

 

1) Testemunho e frutos para apresentar (v. 1)

Paulo fala que os crentes de Tessalônica sabiam que a estada dele não havia sido infrutífera.

 

2) Disposição de sofrer pelo evangelho (v. 2)

Paulo fala que os crentes de Tessalônica tinha conhecimento de que Paulo havia sido maltratado e ultrajado para anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta. O pregador infiel abandona o ministério diante da perseguição. Paulo, entretanto, em meio a muita luta, não mudou a mensagem

 

3) Confiança no Deus que lhe deu o evangelho (v. 2)

Paulo fala que teve ousadia confiando em Deus. A ousadia não é algo da carne, mas que Deus produz na vida. O temor que o homem demonstra em meio à oposição é uma demonstração clara da falta de fé no evangelho.

 

4) Sinceridade e transparência (v.3)

A falta de integridade tira o poder da pregação, apesar de não tirar o poder da Palavra, pois Deus flui seu poder através de vasos preparados.

 

5) Provado e aprovado por Deus (v. 4a)

Paulo fala que ele havia sido provado e aprovado por Deus, a ponto de confiar-lhe o evangelho. Por toda Bíblia, Deus prova seus servos antes de colocarem eles em posição de destaque. José foi provado na prisão antes de ser usado no governo. Moisés foi provado 40 anos no deserto antes de ser usado. Paulo exorta que o pastor não pode ser neófito.

 

6) Procura o favor de Deus e não dos homens (v. 4b-6)

Quando Paulo fala que não procura agradar aos homens, isso não quer dizer que Paulo não se importe com seu testemunho. Ele se esforçava para manter uma consciência pura diante de Deus e dos homens (At 24.16). Mas significa que ele não estava buscava sua própria glória ou benefício, mas a glória de Cristo.

 

No versículo 5 e 6, Paulo fala novamente que aqueles crentes sabiam que ele não usava linguagem de bajulação, nem buscava lucro, nem buscava a glória de homens. O apóstolo inclusive chama o testemunho de Deus.

 

Um pregador fiel busca que a voz de Deus seja ouvida, a glória de Deus seja vista e a vontade de Deus seja obedecida.

 

7) Mansidão, humildade (v. 7)

Paulo fala que, apesar de impor sua autoridade, ele fora carinhoso como uma mãe que acaricia seus filhos com os crentes de Tessalônica. Se tem algo que o evangelho faz é suavizar o caráter do pregador se ele permite que o evangelho transforme sua própria vida.

 

8) Entrega de vida pelos ouvintes (v.8)

Essa é uma característica chave de um ministro de Cristo: estar disposto a entregar sua própria vida. Muitas vezes imaginamos o discipulado somente como colocar as pessoas em uma sala de aula. Porém, Paulo estava dando não só o evangelho, mas sua própria vida transformada em prol daquelas pessoas. Assim como Cristo entregou sua vida e Paulo entregou sua vida, o ministro fiel entrega sua vida pelas ovelhas.

 

O efeito dessa pregação fiel na vida da congregação é que eles se tornaram imitadores de Cristo e de Paulo (v. 6),

Mantiveram a alegria espiritual em meio à perseguição (v. 6b),

Tornaram-se modelo para todos os crentes (v. 8),

A fé deles divulgou-se por toda parte (v. 8),

Converteram-se dos ídolos ao Deus verdadeiros (v. 8)

E inclusive sofreram fielmente pelo evangelho (2. 13-15)

 

Miguel Núñez é pastor da International Baptist Church e presidente do Ministério Wisdom and Integrity em São Domingos, República Dominicana. Ele é membro do Conselho do Ministério Gospel Coalition (EUA).

Pastores segundo coração de Deus

Pastores Segundo o Coração de Deus e Pastores Infiéis
 
“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência”. Jeremias 3:15

 
Introdução: Ultimamente tem surgido clamores de igrejas, tanto da Alemanha, Rússia e do Brasil, onde o procedimento de vários pastores é completamente contrário aos princípios da Palavra de Deus. Por esta razão faz-se necessário uma exposição resumida dos princípios Bíblicos quanto a esta questão, bem como verificar os procedimentos que a Palavra de Deus aprova ou condena.

 

 1. PRINCÍPIO BÍBLICO DE LIDERANÇA.

 

Em primeiro lugar, a palavra pastor nunca aparece na Bíblia como sendo uma profissão, e sim, como um ministério. Em Atos 20:17 e 28 aprendemos que os presbíteros da igreja deveriam pastorear o rebanho. Pastorear não é exercer um cargo. e sim cuidar do estado espiritual daqueles que foram salvos por Cristo Jesus.

 

Em segundo lugar, o Novo Testamento não conhece um sistema onde uma só pessoa tem essa responsabilidade, que sempre era atribuída a vários presbíteros.

Atos 20:17 “De Mileto mandou chamar os presbíteros da igreja”.

E a estes presbíteros Paulo falou: Atos 20:28 "Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue,"

Atos 14:23 "E, promovendo- lhes em cada igreja a eleição de presbíteros (plural) depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido"

Tito 1:5 b ". .. bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi."

 

Notamos em todas estas passagens que o Novo Testamento ensina que cada igreja deve ter vários presbíteros (Líderes) e que eles em conjunto tem a responsabilidade de pastorear o rebanho de Deus.

Naturalmente numa igreja nova isto levará alguns anos até que a igreja tenha vários presbíteros, porém este sempre deve ser o objetivo. O Novo Testamento desconhece totalmente um sistema onde um pastor tem o comando e os outros tem a obrigação de obedecer, na igreja de Cristo.

 

Evidentemente haverá a necessidade de um dentre, os presbíteros, dirigir o planejamento mas a responsabilidade pastoral recai sobre todo o presbitério. Atos 20:17 e 28. Veremos mais adiante como o desejo de exercer o comando sobre todos os outros é carnal e anti bíblico.  

 

As diferenças entre uma liderança dentro dos princípios bíblicos e dentro dos princípios egoístas e carnais são explicadas com bastante detalhes, tanto no Velho como no Novo Testamento. Queremos fazer uma comparação entre os dois tipos de pastores.

 

 
2. PASTOR SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS.

 

Já mencionamos que pastorado não é profissão - é ministério. Quando Jesus designou o apóstolo Pedro para pastorear o rebanho, não perguntou das suas habilidades profissionais, e sim "amas-me mais do que estes outros? " João 21:15-17.

Quem ama a Jesus, também amará aos que foram resgatados por Jesus e os tratará como Jesus os tratou.

 

Vamos ver algumas das características do pastor segundo o coração de Deus.

 

Primeira característica: Auto entrega. "O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas". João 10:11. Este foi o exemplo que Jesus nos deu. O apóstolo Paulo nos dá um exemplo de como se age com pessoas, mesmo cheio de problemas - e até fazendo oposição ao ministério, como foi o caso dos coríntios. A estes Paulo escreve: "Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas. Se mais vos amo, serei menos amado?" II Coríntios 12:15. O pastor segundo o coração de Deus não tem pena de si - ele se entrega e se gasta em beneficio das ovelhas de Cristo.

 

Segunda característica: Preocupação com a restauração de cada um individualmente. A parábola da ovelha perdida nos mostra este fato: "Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixa para ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se extraviou? E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa desta, do que pelas noventa e nove, que não se extraviaram. Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos." Mateus 18:12-14. Qualquer pastor segundo o coração de Deus fará de tudo para recuperar pessoas que estão se afastando do rebanho.

 

Terceira característica: O pastor segundo o coração de Deus não se coloca em evidência, e sim, prega a Cristo: “Porque não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor, e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus" II Coríntios 4:5.  O pastor segundo o coração de Deus sempre ha de se considerar um servo, dando toda a honra a Cristo Jesus.

 

Quarta característica: O pastor segundo o coração de Deus não age como dominador sobre o rebanho, antes serve como exemplo: ". . . nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho”. I Pedro 5:3. O bom pastor anda na frente do rebanho. como o seu exemplo e as ovelhas o seguem.

 

 

3. PASTORES INFIÉIS

 
A Bíblia nos fornece muitos elementos pelos quais se pode reconhecer o abuso neste ministério tanto no Velho como no Novo Testamento.

 

Quais são as características de um "pastor” infiel?

 
 Primeira característica: Não busca ao Senhor para saber a sua vontade: "Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscam ao Senhor; por isso não prosperam, e todos os seus rebanhos se acham dispersos. Jeremias 10:21. O "pastor” que não se orienta pela Palavra de Deus pode manter o domínio sobre o rebanho por algum tempo mas aos poucos o rebanho vai se dispersando.

 
Segunda característica do "pastor" infiel: Ele apascenta a si mesmo: "Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos de lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. "Ezequiel 34:2-3. O "pastor" infiel sempre está interessado em defender os seus direitos - seu salário, seu dia de descanso, sua privacidade, sua família. Gasta a maior parte do tempo cuidando de seus próprios interesses.

 
Terceira característica do "pastor" infiel: Ele não apascenta as ovelhas: " A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não li gastes, a desgarrada não tomastes a trazer e a perdida não buscastes... Ezequiel 34:4. O "pastor" infiel faz poucas visitas aos membros, deixa os fracos na sua fraqueza, deixa os “feridos espirituais" sem cuidar da sua recuperação e não vai atrás dos que estão se afastando. Mesmo quando procurado, sempre acha alguma desculpa para não atender aos que necessitam de cuidado espiritual. Ele não quer ser perturbado em seu descanso. Mas faz questão de um bom salário. Quando faz visitas. costuma visitar não os que necessitam, mas os que o apoiam na sua posição.

 
Quarta característica do "pastor" infiel: Ele exerce domínio sobre o rebanho: "Mas dominais sobre elas com rigor e dureza" Ezequiel 34:4b. O "pastor” infiel age como se fosse dono da igreja e considera a obrigação de todos os demais como sendo a mera obediência às suas ordens. Ele desobedece frontalmente a ordem de Deus: "Não como dominadores sobre o rebanho...". I.Pedro 5:3.

 
Quinta característica do "pastor" infiel: Ele quer ter a primazia: "Escrevi alguma cousa à Igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida." III.João 9. O "pastor" infiel, não quer ser um servo da Igreja (II Coríntios 4:5), mas quer ser um chefe na igreja. Não aceita ser um co--presbítero com os outros (I Pedro 5:1) mas quer ser um chefe-presbítero. Ele é obstinado pelo poder. E por isso não costuma ler cartas quando outros escrevem para ajudar (III. João 9) para não perder o seu domínio sobre a igreja.

 
Sexta característica do "pastor" infiel: Ele não dá acolhida na igreja a pessoas que não apoiam a sua ditadura: "Não nos dá acolhida" III. João 9b. Ele faz de tudo para evitar qualquer contato de membros com pessoas de fora que poderiam ajudar a igreja a retornar aos princípios bíblicos.

 
Sétima caraterística do "pastor" infiel: Ele difama e faz calúnias contra pessoas que tentam ajudar a igreja: ". . . proferindo contra nós palavras maliciosas" III João 10b 

Ele não pode provar com a Bíblia que está certo, então procura desacreditar outros obreiros que poderiam ajudar, levantando calúnias contra eles.

 
Oitava característica do "pastor" infiel: Proíbe a igreja de manter contato com pessoas que não apoiam a sua posição antibíblica. "E não satisfeito com estas causas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los... "III. João 10b Ele faz de tudo para isolar qualquer pessoa que poderia ameaçar o seu domínio.

 
Nona característica: Expulsa os insubmissos à sua ditadura da igreja: "E os expulsa da igreja". III. João 10c. O "pastor" infiel não tem a mínima preocupação com a manutenção de membros da igreja que poderiam ameaçar a sua autoridade. Não faz nenhum trabalho espiritual de recuperação, não segue os princípios de Mateus 18,15-17 -simplesmente se quer ver livre dos que não apoiam a sua posição autoritária - e os expulsa sumariamente.

 

 
4. CONSEQUÊNCIAS PARA A IGREJA QUE TOLERA UM PASTOR INFIEL:

 

Os membros se espalham: "Assim se espalham, por não haver pastor, e se tomaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes, e por todo o elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure, ou quem as busque". Ezequiel 34:5-6

Numa igreja onde Cristo, o cabeça, é substituído por um “pastor” ditador, fatalmente o rebanho se espalhará.

 

 
5. CONSEQUÊNCIAS PARA OS “PASTORES” INFIÉIS.

 

Deus vai dar termo ao seu pastoreio: "Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores, e deles demandarei as minhas ovelhas; porei termo ao seu pastoreio, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que já não lhes sirvam de pasto. Ezequiel 34:10. Um pastor ditador pode se manter por algum tempo no trono, porém o dia vem quando Deus mesmo o afastara do seu ministério.

Convém lembrar mais uma vez que toda a liderança da igreja é responsável perante Deus quando permite que se crie uma situação destas. A toda a liderança é atribuída o cuidado pelo rebanho (Atos 20:17 a 28)  e cada um dará contas a Deus pelas pessoas que foram espalhadas.

 

Aos membros e igrejas cujos guias realmente velam pelas vossas almas queremos deixar o texto de Hebreus 13:17 "Obedecei aos vossos guias (plural) e sede submissos para com eles: pois velam por vossas almas como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não vos aproveita a vós outros”.

 

Aos obreiros recomendamos que examinem o seu ministério e se tem procedido de tal forma que. por sua causa, os membros se espalharam, que tenham a humildade de confessar o seu pecado e procurar reintegrar os que foram dispersos. Pois, conforme lemos em Hebreus 13.17 “nós obreiros, daremos contas a Deus pelas almas dos que nos foram confiados”.

 

Peter Unruh

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