Propósito da Igreja:

Propósito da Igreja: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." Atos 2:42

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Santa Ceia


SANTA CEIA

O que é comer a santa ceia indignamente? Em que situação eu não devo tomar a santa ceia?

Muitos acham que comer a santa ceia indignamente é ter um pecado não confessado ali no momento ou coisa do tipo. Vamos então compreender melhor essa questão para não cometermos equívocos.

Quando eu tomo a santa ceia indignamente?

O texto que contém essa questão é esse: “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.” (1Co 11. 27). É um texto que apresenta uma advertência muito séria: Participar da ceia “indignamente” é se tornar culpado perante Deus de um grave pecado.

Mas o que Paulo quis dizer nesse texto com a palavra “indignamente”?

Para compreendermos corretamente a mensagem do texto, precisamos avaliar o contexto (o que vem antes e o que vem depois desse texto). Observe que o versículo mencionado está dentro de uma sessão que vai dos versículos 17 ao 34. E é dentro desta sessão que encontramos a resposta que estamos buscando. É importante observar que a Palavra de Paulo é dirigida a igreja (aos crentes). É evidente que quem é descrente não deve participar da santa ceia, pois não teria significado algum.

Nos versículos 20 a 22 vemos claramente o que o apóstolo quis dizer com a expressão “indignamente” (utilizarei a Nova Versão Internacional – NVI para facilitar a compreensão do texto):

“Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor, porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga. Será que vocês não têm casa onde comer e beber? Ou desprezam a igreja de Deus e humilham os que nada têm? Que lhes direi? Eu os elogiarei por isso? Certamente que não!” (1Co 11. 20-22)

Vemos aqui o que Paulo quis dizer com comer a ceia “indignamente”:

Eles não estavam observando o modo correto de fazer a ceia, por isso, se afastaram de seu real significado. Estavam fazendo do jeito errado. “Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor”. Vemos que a ceia perdeu seu significado, ficando vazia. Mas o que eles estavam fazendo errado?

Eles estavam tentando celebrar a ceia de forma dividida e não em unidade (como corpo de Cristo, igreja) como devia ser. Os ricos desprezavam aqueles que nada tinham ou eram pobres, fazendo sua própria ceia, enquanto os pobres ficavam chupando dedos desprezados num canto e também fazendo a ceia do seu jeito. “porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga.”. Paulo condena essa desunião. Uma ceia dividida dentro da igreja não era a santa ceia que Cristo instituiu e, por isso, era pecado.

Os pobres eram envergonhados como se não fizessem parte do corpo de Cristo por serem pobres. “Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm?”.

Dos versos 23 ao 26 Paulo relembra a eles o real significado da Santa Ceia.

Seguindo com sua orientação, Paulo busca uma correção para a questão, orientando uma mudança de atitude baseada na reflexão: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.” (1Co 11. 28-29). Esse “examinar” está ligado à questão anterior, ou seja, examinar se da forma que está participando não está pecando contra seus irmãos na fé e consequentemente contra Deus. Paulo nos chama a examinar a seriedade do ato de participar da santa ceia como indivíduos que fazem parte de um corpo.

Paulo finaliza reiterando o caráter de união da ceia. União de todos os servos de Cristo. Participar da ceia com qualquer forma de desunião é comê-la indignamente. “Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros.” (1Co 11. 33).

Concluo essa questão dizendo que nem mesmo um pecado ocasional deve ser um empecilho para que você deixe de participar da ceia. Confesse o seu pecado e participe da ceia. A ceia é momento de [união] do povo de Deus e de relembrar o sacrifício do nosso Salvador, bem como, de avaliação interior e fortalecimento espiritual de cada um de nós e da igreja como um todo. Por isso, devemos refletir, tomar decisões para reparar possíveis erros e participar dela, fortalecendo-nos como indivíduos e como igreja (isso é comer a ceia dignamente).

(Esboçando ideias)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A Igreja que Deus quer


A Igreja que queremos ser ou a Igreja que Deus quer?
Atos 2:42 “e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”
Martinho Lutero disse “São as promessas de Deus que formam a igreja, e não a igreja que forma as promessas de Deus”.
Estamos vivendo dias de difícil compreensão, de visível confusão, de erros doutrinários e teológicos quando o assunto é a materialização da igreja.
De um lado para muitos igreja é sinônimo de grandes concentrações de pessoas e múltiplas manifestações físicas, gente que marcha como soldado de um lado para outro, gente que fica rodopiando e gesticulando como animais, ruídos estranhos, experiências de sair do corpo e voar por cima de outras pessoas, visões de anjos e pétalas de rosas caindo do céu, viagens ao céu e ao inferno, fanatismo e êxtase.
Do outro e simplesmente uma maquina para fazer e lavar dinheiro.
E o resultado que elas produzem é a apresentação de um falso evangelho um evangelho vazio, que não liberta e que nos afasta cada dia mais de Jesus Cristo. Traduzidos podemos definir que uma igreja que não é nos moldes de Deus NÃO E DE DEUS MAS DO DIABO, embora aparente externamente ser de Deus.
Vamos ver agora o texto acima lido:
PERSEVERARAM
1)    Doutrina
2)    Comunhão
3)    Partir
4)    Orações
Proskarterountescontinuamente - De maneira contínua; sem obstáculos ou interrupções; consecutivamente ou de forma constante
A perseverança nos leva ao entendimento e materialização de que:
a)    Tudo começa com Deus
b)    Você não é um acidente foi criado, planejado e escolhido por Deus
c)    Você de um ser mortal foi transformado pela eleição em um ser imortal
d)    Você enxerga a vida do ponto de vista de Deus
e)    Você entendeu que a vida terrena é uma atribuição temporária
f)     Você entendeu que Deus é a razão de tudo.
Didachē – Ensino –
Ensino Apostólico: ensino da Bíblia. Da ORTODOXIA (verdade). A igreja que nasceu como fruto do derramamento do Espírito, e consequentemente vivia a pratica da exposição das escrituras.
Não existe igreja verdadeira sem o ensino apostólico. Onde as verdades das escrituras são negadas ou distorcidas, pode haver sociedades religiosas, mas não igrejas de Cristo.
A primeira marca da igreja fiel é a pregação fiel da palavra de Deus.
Paulo escreveu em 2Tm 4:2
Prega a Palavra" : deve-se pregar a palavra de Deus, e não as ideias dos homens. Somente a palavra de Deus é suficiente para corrigir, repreender, e exortar pessoas para salvação.
"Quer seja oportuno, quer não": por causa da certeza do julgamento de Deus, ser pregador do evangelho da salvação é um trabalho a ser executado;. Portanto, o evangelista deve pregar a palavra em todo lugar e sob todas as condições.
"Pois...não suportarão a sã doutrina" : é necessário sempre pregar a verdade do evangelho justamente porque muitos não a pregam. Alguns procuram atualizar o evangelho para que este seja mais agradável aos ouvintes. A Bíblia, porém, ensina que a palavra de Cristo julgará a todos no último dia (João 12:48), e que qualquer mudança trará somente a condenação (2 João 8-11).
koinōnia – Comunhão
Na vida cristã Koinonia tem vários signficados:
a)    Na vida cristã há uma "koinonia" que significa um compartilhar de amizade e uma permanência no convívio dos outros. É muito interessante notar que essa amizade é baseada num conhecimento cristão mútuo. Somente aqueles que têm amizade com Cristo podem ser verdadeiros amigos uns dos outros.
b)    Na vida cristã há uma "koinonia" que significa uma divisão prática com os que são menos afortunados. Paulo usa a palavra três vezes em conexão com a coleta que levantou nas suas igrejas para os santos pobres de Jerusalém
c)    Na vida cristã há uma "koinonia" que é uma cooperação na obra de Cristo. Paulo dá graças pela cooperação dos filipenses na obra do evangelho.
d)    Na vida cristã há uma "koinonia" na fé. O cristão nunca é uma unidade isolada; é membro de um convívio da fé
e)    Na vida há uma "koinonia" no Espírito. O cristão vive na presença, no convívio, na ajuda e na orientação do Espírito.
f)     Na vida cristã há uma "koinonia" com Cristo. Os cristãos são chamados para a "koinonia" de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Aquela comunhão é achada especialmente na Ceia do Senhor .O cálice e o pão são a "koinonia" do corpo e do sangue de Cristo. Na ceia do Senhor, acima de tudo, os cristãos encontram a Cristo e também uns aos outros. Além disso, essa comunhão com Cristo é a comunhão dos seus sofrimentos. Quando o Cristão sofre, possui, no meio da dor, a alegria de saber que está compartilhando coisas com Cristo.
g)    Na vida cristã há a "koinonia" com Deus. Mas deve ser notado que aquela comunhão tem condições éticas, porque não é para aqueles que andam nas trevas
 A "koinonia" cristã é aquele vínculo que liga os cristãos uns aos outros, a Cristo e a Deus.

klasei – partir -A expressão “partir do pão” não diz respeito a uma refeição típica da época, e que os cristãos mantinham-se comendo apenas pão, mas a expressão diz respeito à prática da Ceia do Senhor. Alias, é digno de nota que o termo (te klasei tou artou) é apenas utilizado duas vezes no NT, ambas feitas por Lucas, e é de uso restrito à ceia.
Igreja Primitiva viva em constante oração, quer comunitária como individual. As orações tinham um papel fundamental na vida da Igreja Primitiva. Em Atos podemos ver que a oração foi:
a atitude dos cristãos diante das decisões a serem tomadas
a atitude da liderança da igreja em situação de crescimento
a prática da igreja quando os apóstolos foram libertos da prisão
a prática da igreja quando estava em situação de perigo e perseguição
Como podemos notar, a Igreja orava junto diante de situações positivas e negativas.
                  Pregação de Domingo dia 08-01-17  Igreja Batista da Graça
                                           Pastor:  Giuseppe Nava

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Por que sou reformado?

Atualmente, mais que há algum tempo, algo tem acontecido no cenário “evangelical” brasileiro. Muitas pessoas, em sua maioria jovens, têm crescido em igrejas onde não há uma doutrina bíblica, ou onde esta é negligenciada; igrejas que possuem uma forma de culto e toda uma cultura carregada de elementos contemporâneos, mas que dão pouquíssima ou nenhuma ênfase ao seu passado como tradição, ou mesmo como origem. Em dado momento, essas pessoas são confrontadas com uma teologia denominada “reformada”.

 
A princípio, há um choque com a maioria dos dogmas que aprenderam desde que se entendem por cristãs. “Tenho livre-arbítrio ou não?”, “Afinal de contas, posso perder minha salvação, ou ela é permanente?”, “Se Deus já predestinou todas as coisas, por que orar?”, “Se Deus é soberano, e nada acontece sem que ele queira, Ele criou o mal?”. São esses alguns dos questionamentos mais comuns que assombram a mente dos recém-reformados. Muitos, sem saberem ao certo de onde surgiram tantas doutrinas, ficam totalmente perdidos, como nunca ouviram falar delas antes de alguém lhes apresentá-las.
 
Ser reformado implica ser pertencente a um grupo de pessoas que têm toda sua tradição e doutrinas cristãs originadas na Reforma Protestante: um movimento que veio à tona no século XVI e que trouxe de volta o ensino correto da Palavra de Deus. A Reforma trouxe a libertação do erro que obrigava pessoas a simplesmente aceitarem o que lhes era dito, sem que ao menos pudessem ter a possibilidade de conferir por elas mesmas o que era pregado, o exato oposto do que fizeram os crentes bereianos (At 17.10,11). Seu marco foi a fixação de 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, em 31 de Outubro de 1517, por um monge chamado Martin Luther (Martinho Lutero). Lutero almejava a restauração da Igreja que havia se corrompido pregando falsas doutrinas – a exemplo da salvação pelas obras, através da aquisição de indulgências (documentos que forneciam o perdão de pecados para as pessoas que as adquirissem, ou para um familiar que havia morrido).
 
No entanto, a Reforma tem seu início bem antes, assim como teve um alcance muito maior. Em meados do século XIV, um professor inglês por nome John Wicliff, foi o precursor do movimento de reforma religiosa que abalou a Europa em seu tempo. Wicliff também desenvolveu 33 teses, que, por sua vez, questionavam o poder do Papa ao escravizar os fiéis ao erro, afastando-os de uma compreensão correta acerca de doutrinas contidas nas Escrituras. Anos mais tarde, passando por muitos outros nomes, como John Huss, Lutero, chegamos até John Calvin (João Calvino), que teve enorme peso no tocante à sistematização e avanço do movimento. O trabalho que Calvino desempenhou na Suíça, também no século XVI, foi importantíssimo para a consolidação do movimento. Seu esforço árduo permitiu que ele escrevesse inúmeros livros e artigos que defendiam o ensino das Escrituras Sagradas. Sua interpretação fiel ao texto ensinando-a ao povo foi, como todos os outros reformadores, o ponto-chave para que a Reforma pudesse alcançar seu objetivo principal: trazer de volta ao centro a importância da Palavra de Deus como regra de fé e prática.
 
Os reformadores tiveram como base de trabalho, cinco pontos que puderam nortear todo o seu empenho. Esses pontos ficaram conhecidos mais tarde como As Cinco Solas: Sola Gratia (Só a Graça), Sola Fide (Só a Fé), Sola Scriptura (Só a Escritura), Solus Christus (Só a Cristo) e Soli Deo Gloria (Só a Deus a Glória). Como já percebemos de todos esses pontos, o que mais se destaca como foco de atuação dos reformadores é o Sola Scriptura. Mas por quê?
 
Desde a criação do homem, Deus têm revelado Sua vontade por meio de Sua Palavra: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo:
De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” ( Gn  2.16,17). Sem ela não poderíamos conhecer a mente do Criador, tampouco o que Ele deseja de nós. Ficaríamos, portanto, presos ao pecado e ao erro. E foi exatamente o que aconteceu durante toda a Idade Média. A igreja Católica privou o povo do ensino correto das Escrituras, substituindo pela tradição eclesiástica; ou seja, a regra de fé e de prática não era mais o que havia sido dito por Deus, mas, agora, pelo que a igreja dizia ser a Sua vontade.
 
A Palavra  de Deus revela que Sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” ( Hb 11.6); bem como que “A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10.17).  Desta forma, é evidente que a Bíblia tem um fator primordial no plano de salvação, e que sem ela é impossível alcançá-lo. Os reformadores entenderam isso, e como reação, batalharam para trazer de volta ao centro da vida a Palavra do Senhor de forma fiel e pura, assim como foi deixada pelo Espírito Santo para que fosse usada.
 
Quando se pensa em Reforma em nossos dias, os primeiros nomes ou imagens que nos vêm à mente são Lutero ou Calvino, ou ainda outros nomes de pastores ou de igrejas; quando, na verdade, isso não configura seu o real significado. Ao pensar sobre Reforma, deveríamos ter em mente as Sagradas Escrituras, pois toda a luta reformada, conforme mencionado, se direcionou em trazer ao centro da vida das pessoas o conhecimento da perfeita vontade de Cristo, contidas na Palavra, permitindo que ela regesse suas vidas, cultuassem, trabalhassem da forma como o Senhor deseja.
 
Ser reformado vai bem mais além do que simplesmente ter um “vocabulário teológico” ou saber responder as perguntas que foram feitas no início do texto. Ser reformado significa carregar uma tradição que teve como base o amor e apego à Palavra de Deus, e o respeito a ela. É entender que, se podemos hoje ser cristãos, se deve ao fato de que o Criador, em sua providência, levantou homens para pregar Sua palavra, quando tudo ao redor, na verdade, conspirava para que ela fosse esquecida. Assim, pessoas conheceram seu conteúdo e foram chamadas por Deus a pregarem o Evangelho em outras partes do mundo, chegando, então, até nós.
 
A Reforma é um brado de vitória em um mundo escravizado e marcado pelo pecado e pelo afastamento da vontade de Deus contida em Sua palavra. Então, ao lembrar de que você é reformado, ou quando se deparar com este nome, lembre-se da herança que você herdou e da responsabilidade que agora tem de manter acesa a chama do amor a esta Palavra. Lembre-se que muitos homens deram suas vidas em amor a Cristo, e em dedicação ao que ela ensina.
 
Que o Criador sorria para nós, e nos ajude a percebermos quão sagrada é Sua Escritura, e quão maravilhoso é ter sido agraciado por Deus com algo tão poderoso capaz de mudar a mente e o coração do homem, ao fazer com o que abandone o pecado e se torne graciosamente a Ele. Que sejamos sempre gratos a Ele, por agir com misericórdia para conosco, a ponto de fazer explodir um movimento que traria de volta ao centro aquilo é a lâmpada para os nossos pés, e luz para nosso caminho: SOLA SCRIPTURA!
22 anos, cristão, escritor, blogueiro. Estudante de teologia. Membro da Igreja Presbiteriana de Jardim São Paulo, Recife – Pernambuco.

O que é Fé Reformada?

 "O que é Teologia Reformada?"

Resposta: 
De uma forma geral, Teologia Reformada inclui qualquer sistema de crença que traça suas raízes à Reforma Protestante do século 16. Claro que os Reformadores basearam sua doutrina nas Escrituras, como indicado no credo de “sola scriptura”, então teologia Reformada não é um “novo” sistema de crença mas um que procura dar continuação à doutrina apostólica.

Geralmente, teologia Reformada defende a autoridade das Escrituras, a soberania de Deus, salvação pela graça através de Cristo e a necessidade de evangelismo.

Autoridade das Escrituras. Teologia Reformada ensina que a Bíblia é a inspirada e confiável Palavra de Deus, suficiente para todos os assuntos de fé e prática.

Soberania de Deus. Teologia Reformada ensina que Deus reina com controle absoluto sobre toda a criação. Ele predeterminou todos os eventos e, portanto, nunca se frustra com as circunstâncias. Isso não limita a vontade da criatura, nem faz de Deus o autor do pecado.

Salvação pela graça. Teologia reformada ensina que Deus em Sua graça e misericórdia escolheu redimir um povo para Si mesmo, livrando-os do pecado e morte. A doutrina de salvação reformada é também conhecida como os cinco pontos do Calvinisno (ou pelo acróstico TULIP, referente às iniciais dos pontos em inglês):

T- Depravação Total do Homem (Total depravity).O homem é completamente fraco em seu estado de pecado, está sob a ira de Deus e de forma alguma pode agradar a Deus. Depravidade total também significa que o homem não vai naturalmente procurar conhecer a Deus, até que Deus graciosamente o encoraje a assim agir. (Gênesis 6:5; Jeremias 17:9; Romanos 3:10-18).

U – Eleição incondicional (Unconditional election). Deus, da eternidade passada, escolheu salvar uma grande multidão de pecadores, a qual nenhum homem pode numerar (Romanos 8:29-30; 9:11; Efésios 1:4-6:11-12).

L- Expiação limitada (Limited Atonement). Também chamada de “redenção particular”. Cristo tomou sobre Si o julgamento do pecado dos eleitos e, portanto, pagou por suas vidas com a Sua morte. Em outras palavras, Ele não só tornou salvação “possível”, Ele na verdade a obteve por aqueles que Ele tinha escolhido (Mateus 1:21; João 10:11; 17:9; Atos 20:28; Romanos 8:32; Efésios 5:25).

I - Graça irresistível (Irresistible Grace). Em seu estado depois da Queda ao pecado, o homem resiste ao amor de Deus, mas a graça de Deus trabalhando em seu coração faz com que tal homem deseje o que ele tinha previamente resistido. Quer dizer, a graça de Deus não vai falhar em realizar o seu trabalho de salvação na vida dos eleitos (João 6:37,44; 10:16).

P – Perseverança dos santos (Perseverance of the saints). Deus protege Seus santos de se desviar totalmente; por isso salvação é eterna (João 10:27-29; Romanos 8:29-30; Efésios 1:3-14).

A necessidade de evangelismo. Teologia reformada ensina que Cristãos estão nesse mundo para fazer a diferença, espiritualmente através de evangelismo e socialmente através de uma vida santa e de humanitarismo.

Outras características da teologia Reformada geralmente incluem a observância de dois sacramentos (batismo e comunhão), uma opinião de que certos dons espirituais cessaram (esses dons não foram mais passados à igreja),Igrejas modernas na tradição reformada incluem a Prebisteriana, Congregacionalista e algumas Batistas.


www.gotquestions.org

Por que fé Reformada?

Por que Fé Reformada?

Assumimos este nome "Reformada" de forma proposicional porque nos ajuda a explicar algo de nossas raízes histórica e teológica. Nós mantemos um corpo de confissões teológicas comumente chamadas de Fé Reformada - aquelas verdades da Palavra de Deus que foram afirmadas pela igreja primitiva e reavivadas pela Reforma Protestante. Verdades bíblicas tais como Sola Fide (justificação somente pela fé), Sola Gratia (salvação somente pela graça de Deus), Solus Christus (Cristo somente, o Salvador dos pecadores), Sola Scriptura (a Bíblia, e somente ela, como base de fé e prática) e Soli Deo Gloria (a Deus somente, toda glória na salvação dos pecadores), entre os grandes pilares da Fé Reformada. 
Talvez mais conhecida por sua doutrina da salvação, a Fé Reformada ensina (assim como ensinam as Escrituras) que antes do mundo ter sido criado, Deus o Pai, soberanamente, escolheu certos pecadores para a salvação de acordo com o Seu beneplácito (Ef 1.3-5). A Seu próprio tempo, Deus o Filho veio e morreu pelos pecados dos escolhidos (Jo 10.14-18). Na conversão, Deus o Espírito Santo, trabalhando em harmonia com o decreto do Pai e a morte do Filho, aplica a obra de redenção ao eleito (Tt 3.5). Quando dizemos que somos Reformados, estamos afirmando que abraçamos como bíblico, o sistema de teologia comumente chamado de doutrinas da graça - aquelas doutrinas que afirmam a depravação total do homem, a natureza incondicional da eleição, o propósito particular ou limitado da redenção, o chamamento irresistível e eficaz, e a perseverança e preservação dos santos. Muitos dos grandes nomes da história da igreja estão associados a estas doutrinas. Enfatizamos, entretanto, que mantemos estas verdades, não simplesmente porque Agostinho, Calvino, Edwards, Spurgeon e outros grandes nomes da história da igreja também as abraçaram, mas porque assim Jesus como os apóstolos claramente as ensinaram.
A Fé Reformada, porém, abrange muito mais que a bíblica doutrina da salvação. Seus ensinos enfatizam ainda, o que concerne a outras verdades de grande importância como, por exemplo, a maneira em que nós, como crentes, devemos viver neste mundo e, ainda, como a igreja deve levar adiante a pregação do Evangelho, como conduzir nosso culto de adoração a Deus, e também como nossas igrejas devem ser governadas. Deste entendimento teológico emanaram grandes confissões, credos e catecismos Reformados. Entre os mais proeminentes estão os Cânones do Sínodo de Dort, a Confissão de Fé e o Catecismo de Westminster e a Confissão de Fé e o Catecismo de Heidelberg. [...]
Também usamos este termo "Reformada" pelo motivo de estarmos buscando reformar-nos a nós mesmos e às nossas igrejas de acordo com os ensinamentos da Palavra de Deus, a Bíblia. Em nossos dias com frequência ouvimos chamados de muitos púlpitos para uma reforma da igreja. Porém, tais chamados, em muitos casos, visam ao esforço de mover a igreja para ainda mais distante de suas raízes bíblicas e históricas, na direção do que é moderno, contemporâneo e inovador: uma teologia centrada no homem e seus interesses físicos e seculares. Existem, sem dúvida, muitas reformas em progresso, mas não conformadas aos padrões bíblicos, e onde o poder de Deus, Sua majestade e glória são omitidos, se não totalmente relegados ao esquecimento. Ao nos declararmos “Reformados”, estamos fazendo de nosso alvo e ambição nos posicionarmos cada vez mais em alinhamento com as Escrituras. Neste sentido, o termo “Reformado” não tem conotação estática. Desejamos fazer o caminho de volta às Escrituras, examinando-nos constantemente. E não o fazemos simplesmente porque os Puritanos do passado o fizeram, ou porque outros Reformados contemporâneos o fazem. Nós almejamos fazer tudo o que vemos revelado em nossas Bíblias como sendo a vontade de Cristo para Sua igreja.
Fonte: adaptado da seguinte página comunhaobatista.blogspot.com.br/2011/06/quem-somos.html